domingo, 20 de março de 2011

Tudo igual no clássico

Jogando no Nicolau Fico, Brasil fica no 0 a 0 com o Farroupilha, mantendo a invencibilidade e a liderança isolada na Segundona Gaúcha
Na tarde deste sábado, pela primeira vez o Brasil jogou fora de casa nesta Segundona Gaúcha. Porém, o visual das arquibancadas do Nicolau Fico dava até a impressão de que o clássico contra o Farroupilha estava sendo disputado na Baixada, tamanha era a presença da ‘maior e mais fiel’ no estádio do Fragata. A maior diferença mesmo apareceu dentro de campo. O Xavante não conseguiu manter um ritmo forte durante toda a partida e acabou ficando no 0 a 0 com o Fantasma.
Mesmo que tenha perdido os 100% de aproveitamento, com o empate no BRA-FAR, o clube rubro-negro mantém a melhor campanha entre todas as equipes da competição estadual e se isola ainda mais na ponta da tabela de classificação da Chave 1, com seis pontos à frente de 14 de Julho, Rio Grande e do próprio Farroupilha, que tem sete.
O próximo desafio do Xavante na luta pelo acesso ao Gauchão será novamente longe do Bento Freitas. Às 20h30 da próxima quarta-feira, o Brasil encara o São Paulo, no estádio Aldo Dapuzzo, em Rio Grande, no encerramento deste primeiro turno da primeira fase.

JOGO

A partida começou equilibrada, e sem nenhum lance de perigo. Só perto dos dez minutos é que surgiu a primeira chance clara de gol. E foi do Brasil. Depois que Leandro Marangón cobrou escanteio pela direita, o zagueiro Ronan acertou um testaço à queima-roupa e obrigou o goleiro Diego a operar um pequeno milagre para evitar a abertura do marcador.
Na jogada seguinte, o cruzamento foi feito pela esquerda, e foi a vez de Flaviano aproveitar o passe à meia-altura para se antecipar ao arqueiro do Farrapo e dar um tapa na bola, que passou rente ao poste. A essa altura a supremacia vermelha e preta das arquibancadas já começava a aparecer também dentro das quatro linhas.



Só dava rubro-negro, que a cada minuto parecia se aproximar mais do gol. Aos 35, Galego quase chegou lá. Após um cruzamento que atravessou toda a área tricolor, o lateral-esquerdo chutou de primeira e só não fez porque um defensor do time da casa salvou em cima da linha. Na marca dos 43, um lance ainda mais agudo. Felipe Oliveira se antecipou ao goleiro em um recuo errado do zagueiro Evandro, e por pouco não conseguiu botar na rede. Já nos acréscimos, Moscatelli provocou outro suspiro da torcida Xavante. O camisa dez da Baixada pegou um rebote na risca da pequena área e explodiu a bola em cima da defesa do Farroupilha, que chegava fechando o ângulo do meia-atacante.
Na segunda etapa Wilson substituiu Carlos Alberto, porque o volante rubro-negro ainda estava sentindo uma pancada que levou no primeiro tempo. E Jone entrou no lugar de Leandro Marangón, porque o técnico Hélio Vieira queria mais poder de fogo no ataque Xavante.
A alteração deu certo, o setor de frente ganhou mais mobilidade e o próprio Jone chegou perto de marcar. Aos 12 minutos, Galego cobrou uma falta com força, pela direita, e o jovem centroavante do Brasil deu uma casquinha de cabeça que jogou a bola a milímetros do travessão.
Apesar do lance, a etapa complementar não seguiu tão recheada de emoções quanto à inicial, e só aos 32 minutos a equipe rubro-negra conseguiu criar uma nova oportunidade clara para mexer no placar. Moscatelli espichou um passe para Flaviano, que recebeu na entrada da área e rolou para Jackson. O lateral Xavante cruzou rasteiro, Felipe Oliveira deu um carrinho no meio dos zagueiros, mas só alcançou a bola com a ponta da chuteira, o que não foi o suficiente para devia-la ao fundo da rede e tirar o zero do clássico, que terminou sem vencedor.
- O nosso segundo tempo realmente não foi bom, mas, ao menos, nós continuamos com uma campanha excelente: quatro vitórias e um empate, a melhor da Segundona Divisão. Claro que nós poderíamos ter saído com mais uma vitória nesse clássico, principalmente pelo primeiro tempo, onde tivemos uma supremacia muito grande e desperdiçamos a chance de matar o jogo. Mas essa competição vai ser complicada mesmo e o importante é se manter no topo – disse Hélio Vieira.

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