quinta-feira, 24 de março de 2011

Brasil perde no finalzinho em Rio Grande

Debaixo de muita chuva e como consequência num jogo muito truncado, o Brasil foi derrotado pelo São Paulo em Rio Grande, com gol de Wagner Rincón no finalzinho do jogo.

Na primeira etapa o Brasil foi melhor, criou pelo menos três oportunidades para marcar, mas não conseguiu tira o zero do placar e ainda perdeu dois jogadores por lesão. Carlos Alberto, com dores decorrentes ainda do clássico Bra-Far, foi o primeiro a deixar o gramado para a entrada de Wilson. Em seguida foi a vez de Felipe Oliveira dar lugar para Jone.

Na segunda etapa o São Paulo voltou melhor, pressionou o Brasil e, no finalzinho, aos 45 minutos, Wagner Rincón aproveitou o cruzamento no escanteio e, de cabeça, decretou a vitória do Rubro-Verde.

O Brasil permanece na liderança da chave com 13 pontos

domingo, 20 de março de 2011

Tudo igual no clássico

Jogando no Nicolau Fico, Brasil fica no 0 a 0 com o Farroupilha, mantendo a invencibilidade e a liderança isolada na Segundona Gaúcha
Na tarde deste sábado, pela primeira vez o Brasil jogou fora de casa nesta Segundona Gaúcha. Porém, o visual das arquibancadas do Nicolau Fico dava até a impressão de que o clássico contra o Farroupilha estava sendo disputado na Baixada, tamanha era a presença da ‘maior e mais fiel’ no estádio do Fragata. A maior diferença mesmo apareceu dentro de campo. O Xavante não conseguiu manter um ritmo forte durante toda a partida e acabou ficando no 0 a 0 com o Fantasma.
Mesmo que tenha perdido os 100% de aproveitamento, com o empate no BRA-FAR, o clube rubro-negro mantém a melhor campanha entre todas as equipes da competição estadual e se isola ainda mais na ponta da tabela de classificação da Chave 1, com seis pontos à frente de 14 de Julho, Rio Grande e do próprio Farroupilha, que tem sete.
O próximo desafio do Xavante na luta pelo acesso ao Gauchão será novamente longe do Bento Freitas. Às 20h30 da próxima quarta-feira, o Brasil encara o São Paulo, no estádio Aldo Dapuzzo, em Rio Grande, no encerramento deste primeiro turno da primeira fase.

JOGO

A partida começou equilibrada, e sem nenhum lance de perigo. Só perto dos dez minutos é que surgiu a primeira chance clara de gol. E foi do Brasil. Depois que Leandro Marangón cobrou escanteio pela direita, o zagueiro Ronan acertou um testaço à queima-roupa e obrigou o goleiro Diego a operar um pequeno milagre para evitar a abertura do marcador.
Na jogada seguinte, o cruzamento foi feito pela esquerda, e foi a vez de Flaviano aproveitar o passe à meia-altura para se antecipar ao arqueiro do Farrapo e dar um tapa na bola, que passou rente ao poste. A essa altura a supremacia vermelha e preta das arquibancadas já começava a aparecer também dentro das quatro linhas.



Só dava rubro-negro, que a cada minuto parecia se aproximar mais do gol. Aos 35, Galego quase chegou lá. Após um cruzamento que atravessou toda a área tricolor, o lateral-esquerdo chutou de primeira e só não fez porque um defensor do time da casa salvou em cima da linha. Na marca dos 43, um lance ainda mais agudo. Felipe Oliveira se antecipou ao goleiro em um recuo errado do zagueiro Evandro, e por pouco não conseguiu botar na rede. Já nos acréscimos, Moscatelli provocou outro suspiro da torcida Xavante. O camisa dez da Baixada pegou um rebote na risca da pequena área e explodiu a bola em cima da defesa do Farroupilha, que chegava fechando o ângulo do meia-atacante.
Na segunda etapa Wilson substituiu Carlos Alberto, porque o volante rubro-negro ainda estava sentindo uma pancada que levou no primeiro tempo. E Jone entrou no lugar de Leandro Marangón, porque o técnico Hélio Vieira queria mais poder de fogo no ataque Xavante.
A alteração deu certo, o setor de frente ganhou mais mobilidade e o próprio Jone chegou perto de marcar. Aos 12 minutos, Galego cobrou uma falta com força, pela direita, e o jovem centroavante do Brasil deu uma casquinha de cabeça que jogou a bola a milímetros do travessão.
Apesar do lance, a etapa complementar não seguiu tão recheada de emoções quanto à inicial, e só aos 32 minutos a equipe rubro-negra conseguiu criar uma nova oportunidade clara para mexer no placar. Moscatelli espichou um passe para Flaviano, que recebeu na entrada da área e rolou para Jackson. O lateral Xavante cruzou rasteiro, Felipe Oliveira deu um carrinho no meio dos zagueiros, mas só alcançou a bola com a ponta da chuteira, o que não foi o suficiente para devia-la ao fundo da rede e tirar o zero do clássico, que terminou sem vencedor.
- O nosso segundo tempo realmente não foi bom, mas, ao menos, nós continuamos com uma campanha excelente: quatro vitórias e um empate, a melhor da Segundona Divisão. Claro que nós poderíamos ter saído com mais uma vitória nesse clássico, principalmente pelo primeiro tempo, onde tivemos uma supremacia muito grande e desperdiçamos a chance de matar o jogo. Mas essa competição vai ser complicada mesmo e o importante é se manter no topo – disse Hélio Vieira.

sexta-feira, 11 de março de 2011

FGF confirma alteração de datas

Pedido da diretoria rubro-negra é atendido e os jogos do Brasil contra as equipes de Bagé recebem nova data na tabela

A Federação Gaúcha de Futebol (FGF) confirmou, na tarde desta quinta-feira, a alteração nas datas dos dois próximos jogos que o Brasil vai sediar nesta Segundona Gaúcha. A partida contra o Bagé, originalmente marcada para este domingo, passou para as 20h30 de segunda-feira, dia 14. Já o confronto com o Guarany de Bagé, também no estádio Bento Freitas, que seria disputada na quarta-feira, foi remarcado para quinta-feira, dia 17, no mesmo horário: 20h30.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Quem vai ficar com a 9?

Com a lesão de Clayton, Flaviano, Jone e Gleisson disputam um lugar na linha de frente da equipe Xavante

A lesão do centroavante Clayton, que se machucou no jogo contra o Rio Grande, abriu uma vaga no time titular do Brasil, e colocou uma interrogação na cabeça do técnico Hélio Vieira: afinal, quem deve assumir a camisa nove do time da Baixada? As opções estão entre Flaviano, que é mais experiente, e os garotos Jone e Gleisson, que entraram voando no confronto diante do Vovô e fizeram os dois gols da vitória Xavante.

Mesmo sendo uma decisão difícil, o treinador rubro-negro não vai poder pensar muito antes de se resolver. Pois já nesta quinta-feira tem clássico BRA-FAR pela terceira rodada da Segundona Gaúcha, e a equipe Xavante precisa estar tinindo para dar continuidade à excelente arrancada rumo ao acesso, e manter os 100% de aproveitamento na competição estadual.

A campanha está forte entre os postulantes a formar dupla com Felipe Oliveira no ataque do Brasil. Todos os três estão querendo muito a vaga, e não param de contar os minutos até a hora da definição de quem vai enfrentar o Farroupilha, no estádio Nicolau Fico.

– A expectativa é muito grande, eu venho treinamento sério, me dedicando bastante, e sempre esperando as oportunidades. Não sei quem vai jogar, mas eu estou pronto, estou bem preparado e, se o Hélio (Vieira) optar por mim, vou procurar fazer um grande jogo e ajudar os companheiros a conquistar mais uma vitória – afirmou Flaviano, que tem 32 anos e uma longa bagagem no mundo da bola a favor.
Para contrapor a experiência de Flaviano, Jone e Gleisson apostam justamente na juventude. Os dois garotos, que recém saíram das categorias de base da Baixada e aos poucos começam a encantar os torcedores rubro-negros, querem a chance de começar um jogo como titular da equipe profissional pela primeira vez.

– A expectativa é a melhor possível, até porque se trata de um clássico, contra a equipe do Farroupilha, que vem de vitória. Mas a briga por essa vaga vai ser sadia e quem tiver que ser titular tenho certeza que vai fazer o melhor pelo Brasil. Claro que eu estou muito confiante, até porque fazer um gol levanta o astral e a auto-estima de qualquer jogador – disse Gleisson.

– Mesmo assim, eu sigo trabalhando forte, pra poder aproveitar qualquer oportunidade que possa aparecer e voltar a marcar com a camisa do Xavante – completou o atacante de 18 anos, que no treinamento coletivo da última segunda-feira começou jogando entre os titulares.

Enquanto Gleisson iniciou a simulação de jogo no time de cima, Jone sequer participou da atividade. Como ele sofreu uma lesão no quadril e ainda sente dores no local, a comissão técnica e o Depto Médico do Xavante optaram por preservá-lo neste primeiro momento.

O alento para o atleta é que o Dr. André Guerreiro já diagnosticou que a lesão não preocupa e que ele deve se recuperar a tempo de encarar o clássico da cidade. Além disso, Jone ainda deve lembrar que foi o primeiro a ser chamado para suprir a ausência de Clayton, quando o então dono da camisa nove rubro-negra teve que deixar o campo de maca.

– Se tiver uma nova chance, eu estou pronto para aproveitar. Até porque já tenho uma ideia de como eu posso entrar no time. O Felipe Oliveira joga mais aberto, principalmente pela lateral direita, e eu jogo mais centralizado. Então, se eu for para o jogo deve ser na mesma posição que o Hélio (Vieira) me colocou na partida contra o Rio Grande, quando eu atuei mais pela esquerda e voltando para marcar o volante – destacou.
O primeiro clássico BRA-FAR desta Segundona Gaúcha vai ser no estádio do Farroupilha, o Gen. Nicolau Fico. A partida no bairro Fragata está marcada para as 16h desta quinta-feira.

fonte: http://www.gebrasil.com.br/noticias/noticias-detalhe.php?id=315

sexta-feira, 4 de março de 2011

Garotada apronta contra Vovô

Gleisson marcou um golaço que fechou o placar na Baixada. Foto: Carlos Insaurriaga

Quase todas as expectativas para o confronto entre Brasil e Rio Grande, válido pela segunda rodada da Segundona Gaúcha, foram cumpridas na noite desta quinta-feira, no estádio Bento Freitas. Como era esperado pelos rubro-negros, o time da casa evoluiu bastante depois de passada a ansiedade da estreia e conseguiu mostrar um futebol de encher os olhos. Mesmo contra um adversário ainda mais qualificado e audacioso que o anterior, o que também era previsto.
O que talvez ninguém estava imaginando é que a vitória Xavante seria construída pelos pés de dois garotos formados na base do clube da Baixada. Pois foi exatamente com Jone e Gleisson, de 19 e 18 anos, respectivamente, que o Brasil fez 2 a 0 no Vovô e assumiu a liderança da Chave 1, com seis pontos em dois jogos.
O próximo compromisso do rubro-negro na divisão de acesso do Campeonato Gaúcho é só depois do Carnaval. Na quinta-feira da semana que vem a equipe vermelha e preta encara o Farroupilha, às 16h, no estádio Nicolau Fico.

O JOGO


A partida começou quente na Baixada. O Brasil saiu pressionando, e quem arriscou primeiro foi Moscatelli. O camisa dez chutou de longe e quase encobriu o goleiro Fabiano, que se esticou todo e espalmou por cima do travessão. O Rio Grande respondeu rápido e chegou ao ataque logo na sequência. Alisson Baiano arrematou da entrada da área e também obrigou o arqueiro Xavante a tocar pela linha de fundo.
Não demorou muito, e lá estava o rubro-negro de novo chegando. Felipe Oliveira, finalizando com muito perigo, e Leandro Marangón, que bateu cruzado, sem ângulo, e por pouco não fez um golaço, começaram a colocar a defesa do Vovô em cheque.

Na marca dos 27 o Bento Freitas chegou a tremer com o suspiro da ‘maior e mais fiel’. Foi quando Felipe Oliveira aproveitou um lançamento longo e uma bobeira da defesa rio-grandina, ficou de frente para o crime e só não marcou porque Fabiano operou um milagre embaixo da meta. Poucos minutos depois o lance se repetiria, só que do outro lado do campo. Desta vez Rogerinho ficou cara a cara com Adilson, que cresceu para cima do lateral-direito e evitou o gol com uma intervenção ainda mais brilhante que a do rival.
Mas a jogada não assustou o time da casa, e o Brasil armou uma blitz ainda antes do intervalo. A série de oportunidades começou com Moscatelli, que driblou o marcador dentro da área e tocou por cima. Depois Jone, que substituiu o lesionado Clayton no início do jogo, escorou um cruzamento rasteiro bastante forte e acertou uma bomba em cima do goleiro, que defendeu no susto. Por último, Carlos Alberto foi no terceiro andar, torneou a bola com uma linda cabeçada e beliscou mais uma vez a abertura do placar.